Escano: o banco onde se resolvia a vida

Comprido, de madeira, encostado à lareira. O escano era o lugar mais quente da casa transmontana, e o melhor sítio para ouvir histórias.

Palavras transmontanas1 min de leitura

Nas casas antigas de Trás-os-Montes, a cozinha era a casa. E, na cozinha, o lugar que toda a gente queria era o escano.

É um banco comprido de madeira, com costas altas, encostado à lareira. As costas altas não eram por acaso: cortavam o frio que entrava pelas frinchas e guardavam o calor do lume para quem estava sentado. Em muitas casas, o escano tinha uma mesa que se baixava para comer ali mesmo, ao pé do borralho.

O sofá antes do sofá

No escano conversava-se, comia-se, dormitava-se depois do almoço e contavam-se as histórias de sempre nas noites compridas de inverno. Era ali que os mais velhos se sentavam e onde as crianças, se se portassem bem, tinham direito a um lugar.

Ainda há escanos?

Há, sobretudo nas aldeias. Alguns foram parar a restaurantes e casas de turismo rural, outros continuam no sítio de sempre, gastos de tantos anos de uso. Se tiveres um escano em casa, ou uma fotografia de um, manda-nos. Queremos fazer uma pequena coleção.

Próxima palavra: borralho. Já sabes o que é?

Ainda não bonda?

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